A preservação ambiental entra na consideração de 80,1% dos consumidores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A sondagem, realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises, mostra que, embora a consciência ecológica exista, o custo do produto continua sendo o fator mais relevante na hora da compra.
O estudo, aplicado com 946 consumidores entre 21 e 31 de julho, aponta que a maioria reconhece a ligação entre hábitos de consumo e mudanças climáticas. Sessenta e três por cento dos entrevistados afirmaram perceber que suas escolhas diárias estão relacionadas ao fenômeno ambiental.
Contudo, a disposição para pagar mais por práticas socioambientais comprovadas não é majoritária. Em 2026, apenas 41,4% declararam preferir empresas com essas práticas, um índice que caiu em relação aos 48,9% registrados em 2025. Em contrapartida, 58,6% dos entrevistados disseram não adotar esse comportamento, superando os 51,1% do ano anterior.
A pesquisa indicou que a conjuntura econômica também exerce influência sobre esse comportamento de consumo. Apenas dez por cento e um décimo afirmou não considerar o aspecto ambiental nas compras, enquanto nove vírgula sete por cento não souberam responder à questão.


