David Morens, ex-assessor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, declarou-se culpado em 18 de agosto de 2026. Ele admitiu tentar ocultar registros federais sobre a origem do surto de coronavírus na China. A admissão ocorre enquanto Anthony Fauci enfrenta questionamentos de senadores republicanos.
O Departamento de Justiça dos EUA informou que Morens confessou ter agido com cientistas externos ao governo federal. O objetivo seria proteger o financiamento federal dedicado a pesquisas sobre vírus. Havia suspeita de que esses cientistas realizaram experimentos com colaboradores em Wuhan, local de início da pandemia.
Um documento apresentado em acordo judicial indicava que Morens transferiu discussões sobre os experimentos para um e-mail pessoal. Ele alegou tentar proteger os cientistas de acusações infundadas ligadas à hipótese de vazamento em laboratório. Mais tarde, Morens admitiu receber gratificações, como vinho e promessas de refeições em restaurantes de prestígio.
A investigação ainda não apresentou provas diretas de que autoridades de saúde ou cientistas participaram de pesquisas que causaram ou espalharam o surto. Um juiz federal agendou a sentença para 12 de novembro. Morens pode ser condenado a até cinco anos de prisão por crimes de conspiração e fraude contra os Estados Unidos.
Documentos divulgados por um senador republicano também revelaram que Fauci debatia a hipótese de acidente de laboratório desde janeiro de 2020. As mensagens mostram que, em maio de 2021, Fauci pressionou por comunicação ativa para evitar a percepção de culpa pública.


