A prefeitura do Rio de Janeiro firmou convênios com Light, 99 e Gabriel. O acordo visa criar bases de dados para auxiliar órgãos de Segurança Pública na investigação e no combate a delitos na cidade.
A Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), órgão municipal, possui uma rede de 13 mil câmeras de vigilância. Dessas, 3,2 mil utilizam reconhecimento facial e leitura de placas veiculares, permitindo a reconstrução de trajetos e padrões de comportamento de indivíduos sob investigação.
A parceria com a Light concentrar-se-á no combate a furtos de cabos, crime que gerou 780 ocorrências entre janeiro e julho deste ano, resultando em prejuízo de R$ 10,5 milhões para a concessionária. Em troca, a Light terá acesso ao streaming em tempo real das imagens geradas pelo Centro de Operações e Resiliência (COR) do município.
Dados anonimizados de cerca de 500 mil usos diários da plataforma 99, que inclui entregadores e motoristas, serão compartilhados com a Civitas, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso possibilita o que os analistas chamam de cerco eletrônico, onde o rastreamento de veículos suspeitos é cruzado com imagens de câmeras.
A empresa Gabriel, que opera 11 mil câmeras em 3,5 mil vias públicas, também integrará o sistema. Os dados das três empresas servirão de subsídio aos analistas da Civitas e poderão ser solicitados pela polícia ou pelo Ministério Público para fins probatórios, mantidos em cadeia de custódia digital.


