Um grupo de médicos e cientistas solicitou à Big 12 Conference e à NCAA a suspensão do novo patrocínio com Monster Energy. A preocupação central é o risco à saúde de crianças e adolescentes devido à promoção de bebidas energéticas em eventos esportivos.
A Big 12 anunciou a parceria de “entitlement” com Monster Energy em julho. O acordo prevê a inclusão do logotipo da empresa em uniformes de jogadores, quadras de basquete e campos de futebol americano. Diferente de outros acordos de patrocínio existentes em outras universidades, o escopo do contrato com Monster Energy motivou o foco do grupo de especialistas.
John Higgins, cardiologista esportivo ligado aos Houston Rockets e à Rice Athletics, afirmou que a relevância da conferência reside no alcance de seu público. Jogos da Big 12 atingem cerca de 10 a 18 milhões de telespectadores por fim de semana, com grande exposição entre jovens. O grupo esclareceu que a crítica foca na promoção a menores de idade, citando mortes de três adolescentes ligadas a eventos cardíacos por consumo dessas bebidas.
As solicitações enviadas ao presidente do conselho da Big 12, Doug Girod, incluíram a pausa na ativação voltada ao público jovem, a realização de uma revisão de saúde independente e a discussão do tema com o conselho antes da fixação da marca. A Big 12 declarou que o setor de bebidas energéticas não é novo no esporte universitário.
A NCAA, por sua vez, informou que suas regras são definidas pelas escolas e ligas membros, não pelo escritório nacional. A empresa Monster Energy, em nota, afirmou que seus ingredientes são encontrados em diversos alimentos consumidos globalmente e que a parceria com a Big 12 é um marco de longa data no esporte universitário.


