O banco JPMorgan avalia que o resultado da corrida eleitoral brasileira influenciará os ativos locais nos próximos meses, especialmente câmbio e juros. Segundo a instituição, em um cenário negativo, a taxa de câmbio do dólar pode atingir R$ 5,50.
A disputa presidencial brasileira, que está em fase intensa, terá seu desempenho dos candidatos como fator determinante para os mercados. O JPMorgan aponta que, no cenário ‘bearish’, o dólar poderia chegar a R$ 5,50. Em contraste, um cenário ‘bullish’ projetaria a moeda americana em R$ 4,90.
Apesar das incertezas políticas, o real tem mostrado resiliência em comparação com ciclos anteriores, o que o banco atribui ao interesse de investidores em operações de carry trade, favorecidas pelo diferencial de juros do país. Contudo, a casa de análise alerta que a moeda nacional é vulnerável a mudanças de percepção do cenário eleitoral.
No mercado de juros, a dinâmica pode mudar nos próximos três meses. Enquanto as taxas ficaram ligadas a fatores globais, o JPMorgan prevê que os riscos políticos serão incorporados com maior intensidade. Em um desfecho negativo, a projeção é de alta de cerca de 90 pontos-base no índice GBI-EM.
O banco estima que o mercado de câmbio incorpora maior probabilidade de um resultado favorável do que o mercado de juros. A precificação da volatilidade do evento eleitoral equivale a cerca de 6% de variação implícita no mercado à vista, o que a instituição considera razoável diante do grau de incerteza.


