O fundador da gigante imobiliária chinesa Evergrande, Hui Ka Yan, foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira, dia vinte, por um tribunal chinês. A decisão incluiu o confisco de todos os bens pessoais do empresário, que se declarou culpado de oito acusações.
Hui Ka Yan, que foi o homem mais rico da China em dois mil dezessete, respondeu por desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público. A Evergrande, que já foi uma incorporadora líder no país, entrou em inadimplência em dois mil vinte e um, devido a dívidas que somam trezentos bilhões de dólares, o equivalente a cerca de um trilhão e meio de reais.
O tribunal da cidade de Shenzhen, localizada no Sul da China, também impôs multas à corporação. A Evergrande foi multada em oito bilhões, oitocentos e vinte milhões de yuans, e sua subsidiária Hengda Real Estate recebeu multa de sete bilhões de yuans. Além disso, cinco executivos de alto escalão foram condenados a penas de prisão que variam de seis a dezoito anos.
A situação da Evergrande reflete uma crise no setor imobiliário que afeta a segunda maior economia mundial. A sentença de Hui Ka Yan encerra sua trajetória de ascensão, mas não deve gerar alívio imediato para credores nacionais e internacionais da empresa.

