Um pesquisador de cibersegurança identificou um vazamento de banco de dados contendo mais de nove milhões de imagens faciais. O material, que incluía fotos e perfis, pertence a uma empresa de busca reversa registrada nos Estados Unidos. O incidente expõe usuários a riscos de roubo de identidade e fraudes.
O pesquisador Jeremiah Fowler descobriu um conjunto de dados de 450,2 GB. Ele continha exatamente 9.042.977 arquivos de imagem, que eram fotos de perfil, capturas de tela e digitalizações de fotografias. As imagens mostravam adultos, adolescentes e crianças, e estavam organizadas em pastas nomeadas “faces” e “profiles”.
A base de dados pertence à ClarityCheck, empresa que oferece serviços de busca reversa para identificar contatos, verificar fotos e decodificar veículos usando dados públicos. O uso desses serviços cresce com a necessidade de verificar identidades em esquemas de golpes e perfis falsos criados por criminosos.
Ao confirmar a propriedade, Fowler contatou a ClarityCheck, que bloqueou o acesso e agradeceu ao pesquisador pelo alerta. Até o momento, não há provas de que o banco de dados tenha sido distribuído ou vendido na rede clandestina.
Especialistas apontam que falhas de configuração em bancos de dados em nuvem são uma causa comum de exposição de dados. Muitas empresas não compreendem o modelo de responsabilidade compartilhada, acreditando que o provedor de serviço deve garantir a segurança total dos arquivos.


