Goiás detém a maior extensão de áreas urbanizadas do Centro-Oeste e a oitava maior do Brasil. Em 2022, o estado somava 2.080,2 km² ocupados por construções residenciais, comerciais e industriais, segundo o estudo Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre 2019 e 2022, a mancha urbana goiana cresceu 6,6%, adicionando cerca de 128 km². O crescimento mantém Goiás à frente dos demais estados do Centro-Oeste. Mato Grosso registrou 1.256,65 km² de áreas urbanizadas, enquanto Mato Grosso do Sul alcançou 864,92 km² e o Distrito Federal, 633,24 km².
O arquiteto e urbanista Fred Le Blue atribui parte dessa expansão à posição geográfica do estado e ao histórico de ocupação da região. Ele afirmou que a localização central do País, juntamente com a criação de Goiânia e Brasília, impulsionou o desenvolvimento das áreas ocupadas. Contudo, Le Blue esclareceu que o aumento da mancha urbana não garante um desenvolvimento equilibrado.
Um dado preocupante é o avanço de loteamentos vazios, que cresceram 64,1% no mesmo período de 2019 a 2022. Goiás acumulava 179,39 km² de terrenos parcelados sem edificações, a quinta maior extensão do País. Esse movimento, segundo o especialista, pode estar ligado à valorização imobiliária e à expansão de empreendimentos para além da Região Metropolitana de Goiânia.
A capital, Goiânia, possuía 304,42 km² de área urbanizada em 2022 e ocupava a quinta posição nacional entre os municípios. Le Blue alertou que a expansão sem infraestrutura adequada gera demandas futuras de vias, transporte e serviços para o poder público, um desafio presente tanto na Grande Goiânia quanto no interior do estado.

