A Casas Bahia enfrenta dezenas de ações de despejo relativas a lojas e centros de distribuição após protocolar pedido de recuperação judicial em 16 de agosto. A empresa busca preservar contratos de locação para manter a geração de caixa, já que as lojas físicas representam mais da metade de sua receita operacional.
Os processos de despejo estão distribuídos em diversas cidades, como Osasco, Guarulhos e São Paulo. Segundo a varejista, a manutenção de parte da rede é vital para a continuidade das atividades no processo de reestruturação de dívida.
Um caso envolve dois galpões em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR), pertencentes ao HSI Logística Fundo de Investimento Imobiliário. A gestora do fundo informou que os aluguéis de julho foram pagos, mas os de agosto ainda não foram quitados, podendo levar a uma ação de despejo.
O Grupo Casas Bahia ocupa cerca de 1,07 milhão de metros quadrados em imóveis industriais e logísticos no Brasil, segundo levantamento da Newmark. A maior parte dessa área, 78%, está ligada a fundos de investimento imobiliário. Escritórios corporativos, totalizando cerca de 23 mil metros quadrados, também podem ser afetados.
Andréa Navarro, advogada especializada em direito empresarial, explica que a quantidade de imóveis alugados exige avaliação individual de cada contrato. Ela aponta que os riscos incluem perda de unidades estratégicas e interrupção da operação.


