Donald Trump afirmou que a economia iraniana está próxima do colapso. Em resposta, Mehrdad Sepahvand, ex-assessor econômico do Banco Central do Irã, contestou a visão, mas alertou que a interrupção das relações comerciais pelos Emirados Árabes Unidos pode agravar a situação do país.
Sepahvand declarou à imprensa que é preciso cautela com a ideia de colapso econômico iraniano. Ele mencionou que a economia sofre com as sanções crescentes, mas não está desmoronando. O ex-assessor, atualmente diretor do Daric Investment Group, afirmou que lojas ainda possuem alimentos e produtos básicos, e não há sinais de pânico nas compras.
O Banco Mundial havia apontado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Irã contraiu 2,7% no ano que terminou em março. A inflação atingiu 62,2% em fevereiro, e a dos alimentos registrou o máximo histórico de 99%, segundo o relatório do órgão. Um funcionário iraniano estimou que a guerra gerou a perda de 1 milhão de empregos.
A decisão dos Emirados Árabes Unidos de suspender todas as relações comerciais e financeiras com o Irã, após um incidente com mísseis balísticos, preocupa o especialista. Sepahvand informou que essa ruptura pressionará a taxa de câmbio e elevará custos comerciais, estimando uma contração de cerca de 5% no período, o que pode piorar com as sanções dos Emirados.
Trump havia prometido uma “guerra econômica e isolamento em uma escala sem precedentes” contra o regime, visando cortar fontes de receita. Sepahvand acrescentou que a pressão econômica fortalece o regime, dificultando acordos com os Estados Unidos, embora o peso da crise recaia sobre a população de baixa renda e jovens.


