Uma nova proposta de acordo entre a Prefeitura de Goiânia e os servidores administrativos da educação em greve deve ser apresentada à categoria até a próxima segunda-feira, 24. O debate sobre a paralisação ocorreu na Câmara Municipal nesta quinta-feira, 20, após rodadas de negociação.
Representantes da Prefeitura e dos trabalhadores devem realizar uma nova rodada de negociações ainda nesta quinta-feira, 20, ou na sexta-feira, 21. A intenção é construir um documento que permita aos servidores deliberar sobre os próximos passos do movimento na segunda-feira. A paralisação abrange apenas os servidores administrativos da área educacional.
O vereador Wellington Bessa, líder do prefeito na Câmara, informou que a Prefeitura enviou uma proposta de atualização da tabela salarial, algo que não ocorria em quinze anos. Contudo, a vereadora Ludmylla Morais disse que o documento não atende às reivindicações, pois a defasagem salarial persiste.
Inicialmente, a categoria pedia um novo plano de carreira, mas aceitou discutir apenas a recomposição. A proposta apresentada pelo Executivo inclui um parcelamento de até 2030 para recompor 12% entre níveis e 2% entre letras, prazo considerado longo pelos servidores.
A Justiça determinou a manutenção de pelo menos 70% do efetivo durante o movimento. Os servidores efetivos, que somam mais de cinco mil e oito cem, atuam em funções como limpeza e atendimento nas escolas. Os representantes dos trabalhadores participaram de audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) na terça-feira, 18, sem acordo.


