O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a expansão das operações de recompra de títulos de dívida, o que causou uma queda temporária nos custos de empréstimo. Contudo, a iniciativa foi anulada em menos de um dia após o presidente declarar uma ofensiva econômica contra o Irã.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou na quarta-feira que o departamento dobraria as operações de recompra para dívidas de 10 a 30 anos, elevando o valor de dois bilhões para no mínimo quatro bilhões por operação, com início em 9 de setembro. Naquele dia, o rendimento do título de 30 anos havia atingido 5,34%, seu nível mais alto desde junho de 2007.
A notícia gerou reação imediata no mercado. O rendimento de 30 anos caiu para 5,184%, e o de 10 anos recuou para 4,637%. O mercado interpretou o movimento como um reparo de liquidez. Analistas de instituições de pesquisa observaram que a intervenção funcionou em condições de baixa liquidez, sem ser uma correção estrutural.
A situação mudou na manhã seguinte. O presidente anunciou uma “D-Day Econômico” contra o Irã, alertando sobre consequências para nações que apoiassem o país. O preço do petróleo Brent subiu para até 94 dólares o barril, e os rendimentos dos títulos voltaram ao patamar anterior à intervenção.
Os números mostram que a tentativa de estabilização, limitada a dezenas de bilhões de dólares, não foi capaz de compensar a pressão de um mercado de dívida de 40 trilhões de dólares e o choque do petróleo ligado a um conflito ativo.


