A justiça chinesa condenou Xu Jiayin, fundador da incorporadora Evergrande, à prisão perpétua nesta quinta-feira, dia 20. A decisão, proferida por um tribunal em Shenzhen, impôs também uma multa de mais de 2 bilhões de dólares ao grupo por crimes de gestão.
A sentença judicial determinou que, entre dois mil dezesseis e dois mil vinte e um, a Evergrande e seu fundador manipularam informações financeiras. O objetivo era inflar artificialmente o valor dos ativos e ocultar dívidas da companhia. O tribunal também identificou o uso de pagamentos ilegais para obter controle de instituições financeiras.
Além do fundador, cinco executivos receberam penas variando entre seis e dezoito anos. Outros cinquenta e seis acusados foram condenados a períodos de até um ano e dez meses. A trajetória de declínio da Evergrande acelerou em dois mil vinte, quando Pequim implementou medidas para controlar o endividamento do setor.
A empresa entrou em processo de falência em dois mil vinte e um. Posteriormente, um tribunal de Hong Kong determinou sua liquidação em dois mil vinte e quatro, e suas ações deixaram de ser negociadas na bolsa local em agosto de dois mil vinte e cinco.


