O período de estiagem em Goiás intensifica riscos de queimadas, que já causaram prejuízo estimado em R$ 710 milhões ao agronegócio estadual. O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás informou que a recuperação das áreas atingidas é um processo longo e custoso.
Fernando Barnabé, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (Aeago), disse nesta quinta-feira, dia vinte, que os impactos do fogo atingem diversos setores. Segundo levantamento do Instituto Mauro Borges (IMB), entre janeiro e agosto de 2024, cerca de 60% das áreas queimadas eram produtivas, somando quase 102 mil hectares. O estudo também apontou um crescimento de 40% nas queimadas em áreas produtoras comparado ao mesmo período de 2023.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) registrou 448.956 hectares atingidos pelo fogo em todo o ano de 2024, sendo 51,7% ligados a atividades agropecuárias. Barnabé reforçou a necessidade de prevenção, recomendando que produtores usem aceiros e que a população evite jogar cigarro em estradas rurais.
A recuperação da vegetação, segundo o presidente da Aeago, demanda alto custo e tempo. Ele afirmou que o reflorestamento leva aproximadamente 20 anos para apresentar resultados. Barnabé ressaltou que este custo recai sobre o proprietário da área, mesmo quando o incêndio tem origem criminosa.
Além dos danos à lavoura, as queimadas afetam o Cerrado e a saúde pública. A fuligem liberada pelo fogo causa problemas respiratórios, especialmente em pessoas com asma, e o aumento da temperatura agrava o quadro de saúde na região.

