Representantes do setor de energia elétrica defenderam a necessidade de investir em inovação para enfrentar os desafios impostos por eventos climáticos extremos. O debate ocorreu nesta quinta-feira, em Brasília, durante um encontro promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Talita Porto, afirmou que, embora o setor invista em modernização e infraestrutura, a busca por inovação é essencial. Ela informou que o Instituto Abrate deve aportar R$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, com um projeto de 17 meses focado em ferramentas de análise e aumento de resiliência.
Patricia Audi, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), apontou a vulnerabilidade da rede. Segundo ela, o Rio de Janeiro sofreu ventos de 140 km/h, superando a capacidade prevista da rede de 80 km/h. Em Ribeirão Preto, eventos de até 160 km/h ocorreram há três semanas.
Marcio Rea, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), reforçou a urgência da adaptação. Ele explicou que análises técnicas indicaram que os ventos em Ribeirão Preto eram do tipo redemoinho, causando torções nas torres de transmissão. Rea declarou que não existe estrutura global capaz de enfrentar tal ação.
O diretor do ONS concluiu que o El Niño 2026 evidencia a necessidade de ampliar a capacidade de antecipação, planejamento e adaptação do setor para proteger a infraestrutura essencial ao país.

