O Rio de Janeiro lançou um programa integrado para prevenir os efeitos do El Niño, um fenômeno climático que traz riscos de calor intenso, redução de água e aumento de incêndios. A iniciativa foi apresentada nesta quinta-feira (20) pelo Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño.
O Comitê, criado no início de julho, reuniu gestores estaduais e prefeitos em auditório da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O programa, chamado Antecipar e Reagir, busca identificar riscos e planejar ações antes que emergências ocorram. O governo estadual afirmou que a estratégia visa aproximar o estado e seus municípios na gestão de crises.
O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial, pode gerar repercussões na saúde, agricultura e segurança da população fluminense. O comitê possui quatro câmaras técnicas: Defesa Civil, Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior.
O secretário de Defesa Civil, Tarcísio Sales, apontou que os impactos já são visíveis, mencionando o aumento de cem por cento nos incêndios florestais no mês de julho comparado ao ano anterior. Ele alertou que a baixa umidade e os fortes ventos contribuem para a incidência de queimadas.
Em relação à prevenção, o secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas, pediu colaboração da população, avisando que o descarte inadequado de cigarros ou balões pode iniciar grandes incêndios. Ele também alertou sobre o risco aos recursos hídricos, pedindo para não jogar lixo em cursos d’água.

