Um ensaio clínico de fase três revelou que uma vacina experimental contra câncer de pele diminuiu o risco de o melanoma retornar ou se espalhar. O estudo, realizado em pacientes com doença avançada, utilizou uma terapia personalizada baseada em mRNA.
A pesquisa, conduzida globalmente, avaliou mil cento e trinta e sete pacientes que sofreram cirurgia para remover melanoma de alto risco, estágios IIB a IV. Os participantes receberam aleatoriamente ou a combinação de KEYTRUDA com a vacina personalizada, ou KEYTRUDA com placebo. A combinação demonstrou melhor sobrevida livre de recorrência.
Segundo a empresa Moderna, o desenvolvimento de um tratamento de mRNA específico para o câncer de cada paciente era uma meta de longo prazo. A vacina, que é terapêutica, treina o sistema imunológico a combater células cancerosas remanescentes após a cirurgia.
Um especialista em dermatologia, do Northwestern Medicine em Chicago, explicou que o tratamento atua de forma individualizada. Ele direciona o sistema imunológico a alvos específicos do tumor, evitando danos a células normais. A tecnologia utiliza inteligência artificial para selecionar até trinta e quatro neoantígenos específicos do tumor.
Apesar dos resultados significativos, os dados ainda são preliminares. O estudo não determinou o tempo exato que os pacientes permaneceram sem câncer, e a avaliação da recorrência foi feita por avaliadores dos pesquisadores, e não por revisão central independente.

