A entrada do primeiro genérico nacional de semaglutida deve reduzir custos e aumentar o acesso a medicamentos GLP-1 no Brasil. Especialista aponta que a concorrência favorece o consumidor, com o produto da EMS chegando com valor 35% inferior ao de referência.
Ramon Coser, especialista da Valor Investimentos, afirmou que o medicamento produzido pela EMS terá preço mais acessível a partir da data do Diário Oficial. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de duas novas canetas, sendo uma delas o genérico nacional, e outra fabricada pela Germed.
Para Coser, o mercado de genéricos opera de forma diferente dos medicamentos de marca, pois a propaganda é proibida. Assim, a decisão de compra ocorre no ponto de venda, onde a disponibilidade é crucial. A disputa também atrai investimentos, como um aporte de aproximadamente R$ 1 bilhão em uma unidade em Minas Gerais.
O impacto dos medicamentos GLP-1 já afeta as redes de farmácias. Dados indicam que a receita do setor teria sido 3% menor sem o lançamento das canetas emagrecedoras. Os indicadores recentes mostram a receita das farmácias saltar de 8,6% para cerca de 12%.
Projeções apontam a comercialização de 26 milhões de unidades de canetas entre 2025 e 2029. O especialista acredita que a busca por saúde metabólica sustentará o crescimento do segmento, mesmo com as grandes farmacêuticas mantendo sua posição de controle no mercado.

