O porta-aviões americano USS Abraham Lincoln iniciou nesta quinta-feira, 20 de agosto, seu retorno aos Estados Unidos. A embarcação encerrou nove meses de missão no Oriente Médio, após o USS George Washington chegar à região para assumir sua posição.
A saída do navio foi confirmada por um funcionário americano. O Lincoln deixou San Diego em 21 de novembro de 2025 e foi deslocado do Pacífico para o Oriente Médio em janeiro, em função das operações americanas ligadas à guerra com o Irã, que começou em 28 de fevereiro.
A mudança de comando deixa os Estados Unidos sem um porta-aviões no Pacífico, por enquanto. A operação do Lincoln gerou relatos de problemas na tripulação, incluindo desgaste físico e questões de saúde mental. Publicações especializadas e familiares de militares mencionaram que integrantes da tripulação tentaram se jogar ao mar durante a missão.
As queixas sobre as condições de vida incluíram chuveiros mofados, falhas em banheiros e falta de itens básicos. O senador Richard Blumenthal exigiu que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, responsabilizasse a Marinha pelas condições a bordo. O deputado Mike Levin também questionou a situação publicamente.
A Marinha rejeitou algumas dessas alegações. Um oficial declarou que não detectou aumento nos casos de ideação suicida a bordo. Ele afirmou que os marinheiros têm acesso a médicos, profissionais de saúde mental e que o navio fornece água potável e alimentação saudável.


