O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira, a contratação de um supercomputador nacional dedicado à inteligência artificial. O equipamento será instalado em Macaíba, Rio Grande do Norte, e deve figurar entre as dez máquinas mais potentes do planeta.
O objetivo, segundo o governo, é inserir o Brasil na disputa global por inteligência artificial, área dominada por Estados Unidos e China. O presidente afirmou que o país busca provar que sua capacidade tecnológica compete com as potências mundiais.
A nova infraestrutura pretende diminuir a dependência brasileira de processamento contratado no exterior, visto que hoje sessenta por cento desse processamento é feito no exterior. O projeto faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que recebeu um investimento total de R$ 23 bilhões, com sessenta e quatro por cento já executados.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, detalhou que o supercomputador custará R$ 1,6 bilhão e terá capacidade para processar 7.200 petaflops. A escolha pelo Rio Grande do Norte se deu por critérios de desigualdade regional e pela energia limpa disponível no estado.
Além da máquina principal, o plano prevê cooperação com a China para um supercomputador no Rio de Janeiro e parceria internacional para desenvolver chips abertos no padrão RISC-V. A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, também anunciou uma consulta pública para mapear empresas nacionais capazes de criar uma solução de computação em nuvem.

