O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, reclamou de um sócio que usou seu nome em tentativas de fechar negócios com a Telebras. O inquérito sigiloso da Polícia Federal apura indícios de corrupção e tráfico de influência envolvendo a autarquia federal.
Mensagens trocadas entre o filho do presidente e a lobista Roberta Luchsinger indicam que o sócio tentou negociar um contrato grande com a estatal. Segundo a conversa, o sócio utilizou a influência do filho do presidente para aproximar-se do presidente da Telebras.
A Polícia Federal investiga o uso de influência em diversas áreas, além da Telebras. O grupo também demonstrou interesse no Ministério da Saúde, onde um negócio superior a R$ 1 bilhão envolvia a regulamentação e venda de medicamentos à base de canabidiol. Antônio Carlos Camilo Antunes articulava essa proposta.
Outra investigação aberta em julho apura a ligação do filho do presidente com Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3Structure It. A PF suspeita que Ribas buscou contratos na Dataprev, autarquia responsável por dados do INSS, e teria oferecido apoio ao filho de Lula em troca de acesso a portas no governo.
A defesa do filho do presidente criticou o vazamento das investigações. O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que há um objetivo de influenciar o processo eleitoral, sem provas que incriminem o filho do presidente. A defesa de Cleber Ribas de Oliveira declarou que os contratos com órgãos federais foram firmados com transparência.

