Uma enfermeira do Alasca, nos Estados Unidos, enfrenta disputa judicial após diagnosticar um bebê de barriga de aluguel com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo. A gestante, com trinta e cinco semanas, busca cirurgia pós-nascimento, enquanto os pais biológicos querem interromper a gestação.
A malformação cardíaca, identificada em ultrassonografia realizada na vigésima semana, afeta o desenvolvimento do lado esquerdo do coração. Segundo o Manual MSD, a condição exige intervenção rápida, pois o recém-nascido depende de um atalho sanguíneo que deve ser mantido aberto por medicação.
A gestante afirmou que os pais biológicos manifestaram o desejo de interromper a gravidez somente após o diagnóstico. Ela alegou que o contrato de barriga de aluguel previa aborto em caso de anomalias fetais, mas que ela questionou essa cláusula previamente.
Os pais biológicos moveram ação contra a enfermeira, pedindo a devolução de US$ 250 mil pagos pelo processo e defendendo que o parto ocorra na Califórnia. Em resposta, a enfermeira entrou com pedido de guarda exclusiva no Tribunal Superior do Alasca para autorizar o tratamento em Dallas, Texas.
A Suprema Corte do Alasca rejeitou um pedido para forçar a mudança imediata da gestante, mas reconheceu que um tribunal californiano poderá definir o local do parto e a equipe médica. O governo do Alasca também entrou no processo, alegando autonomia da gestante em decisões médicas.

