Carlos Sainz cobrou da Williams explicações sobre os resultados insatisfatórios da equipe na temporada de Fórmula 1 de 2026. Com apenas 6 pontos em onze rodadas, o time figura em nono lugar entre os onze construtores, diferentemente do quinto lugar alcançado em 2025.
O piloto disse ter passado meses analisando com a diretoria e a gestão do time o motivo da queda de rendimento. Segundo Sainz, o objetivo era entender a situação atual, que ele considerou uma decepção para todos envolvidos no projeto. Ele mencionou que os planos de médio e longo prazo ainda lhe dão confiança para competir no futuro próximo.
Os problemas do carro FW48 iam além do peso excessivo. A máquina chegou atrasada e apresentava baixa sustentação aerodinâmica. Embora o time tenha obtido seu primeiro ponto duplo em 2026, com Sainz em nono e Albon em décimo após a corrida de Miami, o problema estrutural permaneceu.
Sainz declarou que não é de seu caráter abandonar o projeto diante de dificuldades. Ele afirmou ter se mantido comprometido, mas precisou entender onde a equipe estava e para onde planejava ir. A preocupação com a recorrência dos problemas levou ao tempo de negociação do contrato.
O piloto manteve a Williams como prioridade por acreditar no projeto, mesmo após o revés severo. Ele buscou entender como o time poderia superar a crise em conjunto. A organização apontou mudanças de pessoal, trabalho fabril e investimento na reconstrução do centro de Grove como razões para a manutenção de Sainz.

