O Schwab U.S. Dividend Equity ETF (SCHD) subiu 27% no ano, com alta de 30% no último ano, superando o desempenho do Nasdaq 100, que registrou 19% no mesmo período. O fundo, focado em dividendos, atrai atenção devido ao ganho, impulsionado por uma mudança macroeconômica no mercado.
A valorização do SCHD se deve a dois fatores. O primeiro é macroeconômico: o valor superou o crescimento, pois investidores reduziram o múltiplo pago por empresas de grande capitalização ligadas à inteligência artificial. O fundo, estruturalmente com menor peso em tecnologia, se beneficiou dessa inversão.
O segundo fator é mecânico. Em março, o SCHD realizou uma das maiores reconstituições de índice. O portfólio atual difere materialmente do que os detentores possuíam em janeiro. Essa mudança recompensou o mandato do fundo, que busca pagadores de dividendos duráveis, concentrando-se em setores como saúde, bens de consumo e energia.
As atuais maiores posições do fundo incluem Qualcomm e Texas Instruments, seguidas por UnitedHealth. A gestão do fundo atingiu cerca de 95 bilhões de dólares em ativos líquidos até maio, e os fluxos de entrada acompanharam o desempenho. Analistas indicam que a rotação do mercado gerou mais retorno do que a reconstituição do índice.
O fundo continua atendendo ao seu propósito de fornecer um fluxo de dividendos qualificados. Contudo, comprar após a alta de 27% implica aceitar um rendimento futuro menor do que investidores que entraram em anos anteriores, sugerindo que o fundo serve como reserva de renda e não como substituto de crescimento.

