O governo federal lançou nesta quinta-feira (20) o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). As novas medidas incluem a compra de dois supercomputadores, a criação de uma nuvem nacional e um acordo com a China. O pacote visa diminuir a dependência tecnológica externa do Brasil.
A iniciativa envolve investimentos superiores a R$ 2,3 bilhões. Um dos itens principais é a aquisição de um supercomputador, com investimento de R$ 1 bilhão. A máquina terá capacidade de 7,2 mil petaflops e será instalada no Rio Grande do Norte. O equipamento poderá ser usado pelo governo, universidades e empresas, com critérios de seleção definidos por um comitê de governança.
Outro pilar é a estruturação da “Nuvem Brasileira”, um sistema de armazenamento de dados em tecnologia nacional. O projeto, coordenado pelo Ministério da Gestão e Inovação, BNDES e ABDI, começará com uma análise do mercado para definir o software brasileiro.
A parceria com a China prevê a instalação de outro supercomputador no Rio de Janeiro. Este polo, custeado em R$ 1,2 bilhão ao longo de cinco anos, será desenvolvido com a Huawei e a iFlytek a partir de julho de 2027. A meta é desenvolver linguagem de inteligência artificial em português e formar três mil profissionais.
O plano também contempla o fomento à fabricação de chips de arquitetura aberta, como o RISC-V, em parceria com a Espanha, com investimento de cerca de R$ 125 milhões em quatro anos. Além disso, será criado um Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável na Universidade Federal de Minas Gerais.

