A crise enfrentada pela varejista Casas Bahia foi incorporada à disputa eleitoral. Candidatos contrários ao governo Lula utilizam o pedido de recuperação judicial, que declarou dívida de R$ 17,3 bilhões, para questionar a gestão petista.
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e candidato à reeleição, abordou o tema em entrevista na rádio CBN. Ele afirmou que o debate sobre a crise da varejista é relevante para falar sobre a situação do empreendedor brasileiro, que enfrenta insegurança jurídica e custo de capital. O governador ligou o problema ao aperto no crédito e aos juros elevados no país.
Ronaldo Caiado, candidato do PSD, responsabilizou o governo Lula pela crise econômica do varejo nacional. Em entrevista à CNT, ele disse que a taxa de juros atual, de 14% ao ano, decorre da irresponsabilidade do governo federal em gastar acima de sua capacidade de produção. Caiado também atribuiu o crescimento da relação dívida-PIB a medidas populistas da gestão petista.
Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, explorou o tema em vídeos, alegando que a irresponsabilidade fiscal do governo leva a juros altos, demissões e perda do poder de compra. A própria Casas Bahia indicou em sua petição que a crise envolveu investimentos em tecnologia e choques da pandemia, além do salto dos juros desde 2020, que desorganizou a estrutura financeira do grupo.


