A deputada Debbie Wasserman Schultz venceu a primária em um pleito disputado na Flórida. A eleição, marcada por questões raciais, opôs a veterana a um ativista progressista e a uma ex-legisladora investigada por alegações de fraude.
Schultz, que possui 21 anos de experiência na Câmara, focou em sua senioridade e na capacidade de obter recursos federais para seu distrito. Ela derrotou a ex-representante Sheila Cherfilus-McCormick, que renunciou em abril devido a acusações de fraude, e o ativista Elijah Manley, de 27 anos, alinhado à ala progressista do Partido Democrata.
A disputa ocorreu após o redistritamento de meados da década, forçando Schultz a concorrer no 20º Distrito Congressional da Flórida, área com maior inclinação democrata. A decisão gerou críticas, pois o distrito é majoritariamente negro e historicamente representado por um congressista negro. Os concorrentes argumentaram que a candidatura de Schultz seria um desrespeito à comunidade afro-americana.
A candidatura de Cherfilus-McCormick estava envolvida em controvérsia. Promotores federais alegam que ela e co-réus desviaram mais de cinco milhões de dólares de um contrato de vacinação da FEMA, lavando o dinheiro e utilizando parte para financiar sua campanha de 2021 com contribuições ilegais. Ela não se manifestou sobre as acusações.
Outros pontos de tensão incluíram alegações de que o esforço para afastá-la vinha de motivos antissemitas. Schultz se define como apoiadora de Israel e votou contra cortes na ajuda militar, o que a coloca em conflito com progressistas que buscam reduzir o apoio dos Estados Unidos ao país.


