O mercado de luxo brasileiro movimentou R$ 98 bilhões em 2024 e cresceu, em média, 12% ao ano desde 2022, segundo estudo da Bain & Company. O movimento sinaliza uma mudança no comportamento do consumidor, que prioriza exclusividade e experiência em detrimento do mero status de posse.
A expansão nacional contrasta com a desaceleração em parte do mercado internacional. Enquanto o Brasil cresce, o mercado global de bens pessoais de luxo enfrenta desafios, com a indústria internacional apresentando sinais de recuperação previstos para 2026. A consultoria projeta que o segmento brasileiro atinja entre R$ 135 bilhões e R$ 150 bilhões até 2030.
O novo perfil do consumidor valoriza a história do produto, a personalização e o acesso a ambientes restritos, conceito chamado de “novo luxo”. Roberta Branchini, estrategista global de luxo, afirmou que o status continua existente, mas seus códigos tornaram-se menos evidentes.
A transformação também se estende a outros setores. Dados da Brain Inteligência Estratégica mostram que o valor de vendas de imóveis residenciais de luxo e superluxo atingiu R$ 34,3 bilhões em 2025. No varejo de bens de luxo, a Euromonitor registrou crescimento de oito por cento no Brasil em 2025, alcançando R$ 56,8 bilhões.
A inteligência artificial também interfere na jornada de compra. Quarenta e seis por cento dos brasileiros entrevistados usam assistentes de IA diariamente, e dados da Bain indicam que cerca de metade dos consumidores globais já utiliza IA ao comprar produtos de luxo.

