A Polícia Federal informou que Fábio Luís Lula da Silva atuou em comunhão de interesses econômicos com uma lobista. A investigação, que apura tráfico de influência, sugere que o trio buscou contratos com o Ministério da Saúde.
O órgão de investigação indicou suspeita de que Fábio Luís Lula da Silva, a lobista e um empresário ligado ao sítio de Atibaia mantiveram uma sociedade informal. Essa sociedade teria foco em negócios de cannabis medicinal que seriam vendidos ao Ministério da Saúde.
Delegados da PF afirmam que a conduta do grupo ultrapassa os limites legais e éticos da atividade de lobby. Eles apontam que as ações visavam facilitar contratos públicos, promover mudanças legislativas em benefício privado e realizar pagamentos a agentes públicos de alto escalão.
A investigação também aponta que o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, recebeu uma minuta de contrato da lobista. Ele afirmou ter recebido o modelo, mas negou ter repassado o documento a qualquer setor do governo.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que o inquérito fosse enviado à primeira instância. O ministro André Mendonça, no entanto, planeja manter a relatoria da investigação.

