A consultoria Rothschild & Co elevou a recomendação de Apple para compra, citando o potencial do novo modelo dobrável. A empresa, que ainda não confirmou o lançamento, deve introduzir o dispositivo em breve, mirando um preço de US$ 2.199.
O mercado de celulares dobráveis enfrenta resistência, pois, após sete anos de comercialização, o formato ainda custa cerca de duas vezes mais que um aparelho convencional. Pesquisas indicam que a maioria dos consumidores não deseja um telefone dobrável, pois não percebe o valor adicional pelo custo elevado.
No entanto, um analista da Rothschild & Co, Timm Schulze-Melander, aumentou o preço-alvo da Apple para US$ 400. Ele argumenta que o roadmap de produtos e a incursão no segmento dobrável estão subvalorizados pelo mercado. A expectativa é que o novo iPhone Ultra gere vendas de 14 milhões de unidades no ano fiscal de 2027.
O foco da análise não é apenas o volume de vendas, mas sim o impacto no preço. Segundo a consultoria, o dispositivo pode elevar os preços médios de venda de toda a linha iPhone em 11% até junho de 2027. Este cenário depende da suposição de que o aparelho atrairá novos compradores, e não apenas realocará vendas de modelos existentes.
A estratégia da Apple também envolve a plataforma de inteligência artificial, a Apple Intelligence. A consultoria sugere que a empresa pode reduzir a dependência de modelos externos, como o do Google, migrando para soluções de código aberto, o que reajustaria a avaliação do setor de IA da companhia.

