As taxas dos Depósitos Interbancários (DIs) encerraram a terça-feira com leves oscilações, mantendo-se próximas da estabilidade. Investidores monitoraram o cenário geopolítico internacional, marcado por novas tensões no Oriente Médio, e os dados econômicos internos.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de dois mil vinte e oito registrou 13,965%, em comparação com os 14,003% da sessão anterior. Na extremidade longa da curva a termo, o DI para janeiro de dois mil trinta e cinco fechou em 14,78%, contra 14,74% registrado antes.
O estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, explicou que o mercado de renda fixa equilibrou forças. De um lado, dados do IBC-Br indicaram atividade econômica mais fraca, o que pressionou as taxas curtas para baixo. Do outro lado, o quadro fiscal do país e o cenário geopolítico externo impulsionaram as taxas, sobretudo na ponta longa.
No exterior, o Irã anunciou uma postura militar ofensiva após estagnação em negociações com os Estados Unidos. A notícia afastou chances de acordo de paz no Oriente Médio, elevando os preços do petróleo Brent acima de noventa dólares o barril. Isso aumentou preocupações inflacionárias.
As taxas de títulos de trinta anos nos Estados Unidos atingiram o nível mais alto desde dois mil e sete. Movimentos semelhantes ocorreram em outras economias; no Japão, os títulos de dez anos operaram perto de três por cento, e na Europa, os rendimentos alemães de dez anos alcançaram o patamar mais alto desde dois mil onze.


