O Botafogo implementou mudanças no departamento de futebol após a chegada de Gabriel de Alba, dono da GDA, ao clube. A substituição do técnico Franclim Carvalho e a contratação de novos nomes trouxeram questionamentos sobre a influência do clube social nas decisões da Sociedade Anônima de Futebol (SAF).
A SAF contratou Paulo Bonamigo como coordenador técnico, Marcelo Salles como auxiliar permanente e Ronaldo Torres para a preparação física. Essas contratações visavam preencher lacunas estruturais, visto que o clube não possuía uma comissão técnica permanente antes da saída de Franclim e sua equipe.
O que chamou atenção nos bastidores foi a origem das indicações, que partiram do presidente do clube social, João Paulo Magalhães. Magalhães ganhou espaço nas decisões da SAF após a saída de John Textor e a entrada do Botafogo no processo de recuperação judicial em meados do ano.
Eduardo Iglesias, CEO da SAF, também participa ativamente do processo. Ele chegou ao cargo por indicação do clube social, após uma Assembleia Geral Extraordinária em maio. A GDA entrou como investidora, oferecendo recursos por meio de empréstimos, com previsão de adquirir noventa por cento das ações da SAF, mas essa transferência ainda não foi homologada judicialmente.
A movimentação inicial sugeriu que a GDA atua como investidora credora, enquanto o clube social, mesmo com dez por cento da SAF, mantém influência na operação esportiva. A dívida do Botafogo com a empresa já alcança R$ 186 milhões.

