A aproximação das eleições de 2026 faz investidores acompanharem os efeitos do cenário político sobre os ativos brasileiros. Um estudo analisou o desempenho dos fundos imobiliários (FIIs) nos ciclos eleitorais de 2014, 2018 e 2022 para avaliar a relação com o calendário eleitoral.
Analistas da XP, como Marx Gonçalves, Eduardo Bacelar e Antonio Mello, examinaram o IFIX e as classes de fundos nos períodos antes e depois dos turnos eleitorais. A pesquisa aponta que os FIIs apresentaram um comportamento menos diretamente ligado ao calendário eleitoral, diferentemente do que o mercado acionário brasileiro, representado pelo Ibovespa, sugere.
No entanto, o cenário atual de 2026 apresenta uma mudança. A volatilidade do IFIX está acima da média observada nos períodos eleitorais analisados, aproximando-se dos níveis de 2018. Os autores do estudo indicam que essa movimentação tem influência da abertura de vértices da curva de juros e preocupações fiscais, além de fatores externos.
Considerando os três ciclos avaliados, o IFIX teve melhor desempenho anualizado nos três meses anteriores ao primeiro turno. Contudo, após o segundo turno, o índice acumulou queda de 9,6% nos três meses seguintes, antes de iniciar a recuperação parcial. Esse padrão diverge do observado no Ibovespa, reforçando as características próprias dos FIIs.

