Empresas brasileiras reconhecem que clientes usam ou usarão ferramentas de inteligência artificial para pesquisar produtos e fornecedores. Contudo, 83,3% dos entrevistados disseram não ter planos formais de investir em sua presença nessas plataformas de busca.
O dado surge de um levantamento interno realizado pela agência Bloomin em junho de 2026. A pesquisa envolveu empresas dos segmentos de metalurgia, construção civil, alimentícios e comércio industrial. Segundo o estudo, 94,4% dos respondentes acreditam que os compradores já utilizam ou começarão a usar ferramentas como ChatGPT e Google Gemini para encontrar empresas e itens do setor.
Ao monitorar menções em respostas geradas por IA, a maioria das empresas identificou concorrentes citados, e não sua própria marca. Apenas 22,2% viram sua marca aparecer, enquanto outros 22,2% encontraram apenas concorrentes nas recomendações das ferramentas. Três oitenta e nove vírgula nove% dos participantes declararam nunca ter feito essa verificação.
A hesitação persiste mesmo diante da importância percebida do canal. As empresas consideram a presença em IA como um fator que demonstra referência no mercado e um meio de busca futuro. No entanto, apenas 11,7% das empresas ouvidas indicaram que investir no próprio posicionamento seria uma prioridade imediata.
Uma pesquisa anterior do Sebrae e FGV IBRE, com cerca de 5.000 empresas, reforça a tendência. Embora 99% dos dirigentes de médias e grandes empresas tenham familiaridade com a IA generativa, a aplicação direta dessas ferramentas no negócio ainda atinge uma parcela menor do mercado.

