A candidata à Presidência Samara Martins, da Unidade Popular, registrou um plano de governo inicial que recebeu críticas nas redes sociais devido ao seu curto formato. O documento, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentava 16 pontos com pouca profundidade.
O material da sigla de esquerda defendia propostas como a revogação de reformas trabalhistas e previdenciárias, o reajuste de cem por cento do salário mínimo e o fim do feminicídio com prisão de agressores. Eleitores apontaram a falta de detalhamento, além de erros ortográficos e inconsistências no texto, como o salto do ponto três para o cinco.
Em comparação, outros presidenciáveis, como Lula (PT), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), protocolaram programas com cerca de oitenta páginas. Diante da repercussão, o partido informou no domingo, dia 16, que anexou uma versão revisada no site do TSE.
A candidata informou à agência que o primeiro documento era provisório, publicado enquanto a versão definitiva era finalizada. O novo plano possui sessenta e sete páginas e aborda cerca de vinte eixos temáticos, incluindo educação, saúde e segurança, além de fundamentos marxistas defendidos pela sigla.

