A Apple, negociada em torno de 304,52 dólares na segunda-feira, 17 de agosto, tem visto a confiança do mercado crescer em relação ao lançamento de um iPhone dobrável antes do final do ano. Analistas do Bank of America e Morgan Stanley debatem as implicações desse produto para as finanças da empresa.
Ambos os bancos de investimento apontam um cronograma de lançamento similar: um iPhone dobrável junto a um modelo Pro renovado chegará em setembro de 2026. As variantes básicas, Air e de entrada ‘e’ viriam na primeira metade de 2027. Essa sequência afeta o ciclo de receita do dobrável no balanço fiscal de 2026 da Apple.
O Bank of America foca no impacto das margens. Telas dobráveis exigem componentes mais caros que os painéis OLED padrão, e o banco sinaliza que a margem bruta de uma primeira geração pode pesar na expansão das margens impulsionada por serviços. A Apple registrou margens operacionais fortes em base anualizada.
Morgan Stanley adota uma perspectiva focada na demanda. A pesquisa da firma aponta crescimento de doze por cento na produção de iPhones em relação ao ano anterior, descrevendo a demanda geral como forte. Um dobrável com preço premium, acima de 1.500 dólares, pode impulsionar clientes de alto valor sem reduzir as vendas dos modelos centrais.
O consenso dos analistas estabelece um preço-alvo de 330,53 dólares, superior em mais de oito por cento ao preço atual. As vendas de iPhones na China cresceram 23% nos primeiros nove semanas de 2026, reduzindo uma das incertezas do mercado.

