O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026. A medida, publicada em portaria na quinta-feira, 20, busca monitorar riscos e apoiar a normalidade do processo eleitoral em face de eventos climáticos extremos.
A portaria, assinada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, estabelece mecanismos de resiliência climática. A Sala terá seis funções principais, conforme o documento. Entre elas, consta o acompanhamento diário de previsões meteorológicas e o monitoramento de alertas hidrológicos e de desastres naturais.
O grupo também fará a integração de dados climáticos para mapear zonas críticas e identificar seções eleitorais em municípios vulneráveis. Além disso, a estrutura avaliará riscos logísticos, como o transporte de materiais, o fornecimento de energia e a estabilidade das telecomunicações.
A Sala elaborará boletins técnicos, mapas de risco e relatórios de situação para subsidiar as decisões do TSE. Caberá ao grupo propor recomendações operacionais e protocolos de contingência para mitigar danos causados por crises ambientais.
A composição da Sala inclui membros do TSE e representantes de órgãos externos, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A atuação será ininterrupta a partir de vinte e quatro horas antes de cada turno de votação.

