Nas eleições gerais de 2026, as candidaturas femininas somam 34,8% do total registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O índice mostra um avanço modesto comparado a 2022, quando a proporção era de 33,8%, apesar de as mulheres representarem 52,8% do eleitorado brasileiro.
Em números absolutos, o registro total ultrapassa vinte mil candidaturas, com 7.134 candidaturas de mulheres e 13.362 de homens. A análise por cargo revela que as lideranças de chapa em disputas majoritárias tendem a ser masculinas, enquanto as candidatas encontram mais espaço nas posições de vice.
Na corrida presidencial, apenas 15,4% dos candidatos são mulheres, um número menor que o dobro registrado em 2022. A redução também se observa nas disputas estaduais, onde as candidatas a governadora passaram de 17% para 16,4%. No Senado, a proporção caiu de 23,9% para 21,9%.
O cargo de vice-governadora apresenta a maior participação feminina, com 42,9% das candidaturas, subindo de 38,8% no pleito anterior. Nas disputas proporcionais, como deputado federal, estadual e distrital, as mulheres correspondem a 35,3% das candidaturas, um leve aumento frente aos 34,1% de 2022.
Em relação aos partidos que lançaram cinquenta ou mais candidatos, a participação feminina cresceu em dezessete legendas. O Cidadania registrou o maior salto, passando de 35,2% em 2022 para 42,4% em 2026, embora as mulheres ainda sejam minoria em vinte e nove dos trinta partidos analisados.


