Cadelas farejadoras da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do Rio, iniciam um treinamento pioneiro. O objetivo é capacitar os animais para localizar corpos e restos mortais escondidos em cemitérios clandestinos, principalmente em áreas controladas por facções.
As cadelas, Lolla e Cora, têm um ano e quatro meses de idade. O treinamento, que deve durar até dois meses, visa preparar as animais para atuar em operações da Core. Segundo Vandré Nicolau de Souza, responsável pelo treinamento, as cadelas serão usadas em locais de difícil acesso dominados por grupos narcoterroristas.
Durante simulações, os policiais informam o abandono de um corpo em uma área extensa. Os restos mortais são ocultados para testar a capacidade de localização dos animais. Lola encontrou o local e latiu, sinalizando o odor ao condutor em poucos segundos.
A Seção de Operações com Cães da Core possui atualmente quinze animais, sendo a maioria da raça pastor-belga-malinois. Estes animais são treinados diariamente para detectar drogas, armas e explosivos. A nova especialização foca no problema de esconder corpos em mata fechada ou poços abandonados, dificultando o trabalho dos investigadores.
Outros cães já contribuíram para investigações importantes. Lord, trazido da Colômbia em dois mil dezessete, participou de operação que resultou na apreensão de 1,4 tonelada de cocaína pura. Gaia, hoje aposentada, ajudou a solucionar um caso de múltiplo homicídio em Saquarema, encontrando a arma do crime em cerca de vinte minutos.


