A Polícia Federal declarou em representação que Fábio Luís Lula da Silva teria comunhão de interesses econômicos com uma lobista. O documento, enviado ao Supremo Tribunal Federal, abriu um inquérito por suspeita de tráfico de influência.
A investigação aponta que o empresário e a lobista tentaram obter contratos com o governo federal. Segundo a PF, eles mantiveram uma sociedade oculta em negócios ligados à cannabis medicinal, visando vender o produto ao Ministério da Saúde.
Os delegados da PF afirmaram que a atuação do trio ultrapassa os limites éticos e legais da representação de interesses. A conduta, segundo o documento, busca facilitar contratos públicos e promover alterações legislativas em benefício de interesses privados.
A representação detalha que a lobista atuou sistematicamente na interlocução de interesses do mercado de canabidiol junto a integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. Fábio Luís Lula da Silva teria acompanhado ou impulsionado essas tratativas.
O inquérito trata de suspeitas de corrupção e tráfico de influência nas tentativas de comercialização da cannabis medicinal. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que há motivação política nas investigações da PF.

