O Partido dos Trabalhadores (PT) registrará o menor número de candidaturas de sua história desde 1994 nas eleições de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda apresentou 1.097 nomes, valor que representa 32,7% a menos do pico alcançado em 2002.
A redução no número de postulantes ocorre em um contexto de ampliação de alianças para fortalecer os palanques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos estados. Em 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez, o partido chegou ao recorde de 1.630 candidaturas.
A tendência de queda se mantém: após 1.254 candidaturas em 1994, o número caiu para 1.366 em 2014, 1.313 em 2018 e 1.119 em 2022. Com 1.097 candidatos em 2026, o PT ocupa apenas a oitava posição entre os partidos com mais candidaturas.
A estratégia atual envolve o uso de palanques estaduais para atrair apoio de políticos de centro. Exemplos incluem o apoio a um ex-ministro dos Transportes do MDB em Alagoas e a aliança com o MDB pelo governo do Pará. O partido também firmou acordos com o PSD no Rio de Janeiro e com Omar Aziz no Amazonas.
Em um movimento mais amplo, o número total de candidatos a cargos públicos caiu 29,7% em relação ao pleito de 2022. O TSE informou que os postulantes diminuíram de 29.262 para 20.530 nesta disputa.

