Amy Kremer, fundadora do movimento Tea Party, lidera uma campanha nacional contra a expansão de data centers de inteligência artificial. A iniciativa, batizada de “Data Center Revolt”, argumenta que grandes empresas de tecnologia forçam moradores a arcar com custos de infraestrutura localmente.
A tour nacional, que começa em Austin, Texas, em 12 de setembro, percorrerá o Sul e a Costa Leste, chegando a Washington, D.C., e Califórnia. Kremer, organizadora conservadora, comparou o movimento ao início do Tea Party, alegando que grandes corporações impõem sua tecnologia.
A organização, que se diz um grupo de moradores, defende transparência local e representação comunitária. Kremer afirmou que as comunidades devem ter voz sobre decisões que afetam tarifas de eletricidade, água e qualidade de vida, exigindo o fim de acordos de confidencialidade secretos.
A campanha não busca um moratório federal nem proíbe data centers em nível estadual ou nacional. Em vez disso, foca em garantir que americanos não subsidiem as maiores corporações mundiais. Em um caso citado, em Festus, Missouri, eleitores removeram quatro vereadores após a aprovação de um projeto de data center de US$ 6 bilhões.
Apesar de Kremer defender a independência do movimento, reportagens apontaram que a organização foi incorporada por indivíduos ligados ao Centro para Segurança de IA, que recebe fundos de organizações com ligação ao Partido Democrata.

