As autoridades de saúde do continente africano apontam sinais de emergência pandêmica no surto de Ebola. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da África alertou sobre a alta gravidade da situação, citando a complexidade da transmissão e o impacto nos serviços de saúde.
O chefe de preparação e resposta a emergências do CDC da África, Yap Boum, disse em coletiva de imprensa na quinta-feira (20) que a situação é de alta gravidade. Ele observou uma taxa de letalidade superior a 46%. A transmissão da doença apresenta complexidade e o número de províncias afetadas cresceu.
O surto interrompe serviços de saúde rotineiros, afetando o atendimento a gestantes e o tratamento de malária. Boum afirmou que o risco à saúde pública permanece alto, enquanto tratamentos e vacinas são limitados. A perturbação econômica e social também são fatores relevantes para a avaliação.
O CDC da África estima que apenas 30% a 40% dos casos de Ebola estão sendo detectados. Esse dado sugere que o surto pode ser três vezes maior do que o registrado. Mortes na comunidade e o rastreamento de contatos deficiente continuam sendo preocupações.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa o surto conforme o Regulamento Sanitário Internacional. Um comitê de emergência se reuniu na segunda-feira e indicou que o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comunicará a posição da organização sobre o tema.

