O julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur pode depender das declarações do acusado e de um escritor envolvido no livro que auxiliou as autoridades a moverem acusações no caso antigo. O crime ocorreu em sete de setembro de mil novecentos e noventa e seis, no Strip de Las Vegas.
Um detetive aposentado do LAPD afirmou que a defesa pode precisar questionar o autor do livro, para saber se ele escreveu com base no que o acusado disse. O réu, Duane Davis, relatou em entrevistas e em sua autobiografia seu envolvimento, inclusive como informante confidencial.
Os promotores incluíram o nome do ghostwriter na lista de testemunhas, embora a defesa alegue que o escritor Yusef Jah inventou detalhes e que o réu não participou do delito. O promotor Binu Palal citou o réu, que deu entrevistas aos investigadores em anos como mil novecentos e noventa e oito, mil novecentos e noventa e nove, dois mil e oito e dois mil e nove.
A defesa, por sua vez, argumentou que cabe aos jurados decidir os fatos com base nas provas apresentadas em corte. O advogado Michael Sanft disse que as alegações do livro não foram checadas pelos investigadores, inclusive com outras testemunhas que faleceram.
Um homem dirigia um Cadillac branco quando atirou em um BMW que transportava Shakur e Marion Knight. Knight sofreu ferimentos leves e Shakur faleceu seis dias depois, aos 25 anos.


