Uma empresária e um lobista tentavam negociar a venda de 1,2 milhão de frascos de medicamentos à base de canabidiol para o Ministério da Saúde. O plano, que poderia render até R$ 626 milhões, foi descoberto pela Polícia Federal em celulares dos investigados.
O objeto da minuta de contrato, enviada a Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, previa o fornecimento de 36 tipos de remédios. Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes planejavam a venda sem licitação ao órgão federal.
A Polícia Federal encontrou o material nos dispositivos móveis dos investigados por suspeita de tráfico de influência. Um depoimento prestado a investigadores revelou o esquema, que envolvia a tentativa de criar um estoque para atender pacientes com direito ao tratamento via Justiça.
O Ministério da Saúde informou que a investida não gerou resultado prático, pois o produto ainda não está incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas explicam que aquisições pontuais podem ocorrer por decisão judicial, mas não há registro de discussão sobre a oferta na rede pública.

