Quatro estados americanos aprovaram leis que impedem que sistemas de inteligência artificial possuam os mesmos direitos de pessoas em casamentos. As iniciativas ocorreram em Idaho, Dakota do Norte, Utah e Tennessee, e foram apresentadas em diferentes estados desde dois mil e vinte e dois.
Os estados citados possuem maioria republicana no Legislativo. Apesar das propostas, casamentos entre humanos e sistemas de IA não possuem validade jurídica nos Estados Unidos. Contudo, existem serviços que permitem a formalização simbólica dessas relações, como a oferta de alianças e certificados de compromisso criados por inteligência artificial.
A discussão ganhou um exemplo na Califórnia, onde uma mulher buscou um celebrante em Las Vegas para realizar uma cerimônia com um chatbot. O celebrante relatou ter conversado com a mulher e que ela parecia ciente da natureza incomum do pedido.
O uso de chatbots para companhia e conversas pessoais também cresce. Um estudo analisou mais de 12,6 mil casos de uso entre março de dois mil e vinte e cinco e fevereiro de dois mil vinte e seis, apontando companhia e terapia como aplicações frequentes.
Defensores das restrições legislativas citam argumentos ligados à religião e à defesa da família tradicional. As propostas surgem em um cenário onde a IA não possui personalidade jurídica ou direitos constitucionais.

