A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) optou por participar de debates apenas se o presidente Lula (PT) estiver presente. A decisão deve afastar o senador do primeiro confronto televisionado, promovido pela Band neste domingo, buscando evitar que ele seja o foco de adversários da direita.
Aliados avaliam que, sem a presença do presidente, os ataques tenderiam a se concentrar no senador. A estratégia também considera o que pode ocorrer após o primeiro turno. Se Flávio avançar para enfrentar Lula, ele precisará buscar adversários derrotados para reunir apoio da direita.
O objetivo da campanha é sustentar a polarização com Lula. Flávio quer se apresentar como o oponente do petista, e não como mais um candidato na disputa interna pela liderança da direita. A ausência de Lula em um debate colocaria em destaque a briga entre os nomes da direita.
A decisão gerou incômodo em ambos os lados. Auxiliares de Lula reclamaram da ampliação do debate, dizendo que o formato o colocaria diante de bancada de adversários. Por outro lado, o PL quer evitar dar palco a essa disputa interna, focando na comparação com o presidente.
Flávio Bolsonaro e Lula devem participar de entrevistas da TV Globo na próxima semana. O presidente sinalizou que comparecerá a apenas um debate no primeiro turno, o da TV Globo, marcado para 1º de outubro. Assim, os dois poderiam se enfrentar uma única vez antes do primeiro turno.


