Uma disputa financeira por R$ 778 mil, ligada a suposta propina e envolvendo indivíduos com histórico de pistolagem, resultou no assassinato de um assessor político no Maranhão. O caso alcançou figuras ligadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, e ao governador Carlos Brandão.
A investigação da Polícia Civil do Maranhão aponta que a desavença teve origem em valores devidos pelo governo estadual a uma empresa de serviços da Secretaria de Educação. O pagamento, reconhecido em 2019 pelo então secretário Felipe Camarão, só ocorreu em 2022, após remanejamento de recursos por Brandão.
O assassinato ocorreu em agosto de 2022. Segundo depoimentos, o indivíduo que matou o assessor foi alertado sobre perigo por um contato. A Polícia Civil, baseada em câmeras de segurança, identificou o telefonema como vindo de Daniel Brandão, sobrinho do governador. Durante o encontro, o assessor teria ameaçado o agressor por causa do dinheiro.
O homicídio chegou ao STF após a defesa do agressor alegar pressões para omitir a presença de Daniel Brandão. Flávio Dino assumiu a relatoria e determinou o afastamento do sobrinho do governador da presidência do Tribunal de Contas do Maranhão. Essa decisão acirrou a disputa política no estado.


