As taxas dos títulos do Tesouro Direto caíram nesta quarta-feira (19). O movimento de alívio acompanhou a acomodação dos juros longos nos Estados Unidos. O título atrelado à inflação, o IPCA+ 2032, recuou de 8,14% para 8,09%, queda de cinco pontos-base.
O recuo ocorreu em um contexto de pressão nos mercados globais de renda fixa. Na terça-feira, o rendimento do título do Tesouro americano de trinta anos atingiu 5,323%, marca de dezenove anos. O papel de dez anos, referência para crédito e hipotecas, cedeu para cerca de 4,70% na quarta-feira.
A queda não se restringiu aos EUA. Rendimentos de papéis japoneses de dez anos, títulos alemães de trinta anos e franceses de mesmo prazo também atingiram patamares altos, refletindo preocupações fiscais e inflacionárias. A concorrência por capital, gerada por investimentos em inteligência artificial, soma cerca de US$ 1,5 trilhão neste ano.
No mercado doméstico, os prefixados também apresentaram queda, embora mais contida. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,80% para 14,76%. Investidores aguardam a divulgação da ata de julho do Federal Reserve, que será publicada ainda nesta quarta.

