A Suécia vai integrar, pela primeira vez, uma frota de drones de ataque às suas Forças Armadas. O governo sueco assinou um contrato com uma empresa dinamarquesa no valor de 350 milhões de coroas suecas, visando proteger o país da ameaça russa.
A aquisição reflete a preocupação gerada pelo conflito na Ucrânia, informou o chefe da Escola de Combate Terrestre sueca, Lennart Widerström. O país já utilizava drones para reconhecimento e vigilância, mas agora adicionará um sistema de ataque ao seu arsenal para destruir alvos inimigos.
O conflito ucraniano, que dura quatro anos e meio, foi notório pelo uso em larga escala desses equipamentos, o que alterou a natureza da guerra moderna, segundo a análise de Widerström. Exemplos da guerra na Europa e do confronto entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio demonstram essa mudança.
Jonas Lotsne, chefe de equipamentos do Exército na Administração Sueca de Material de Defesa, explicou o funcionamento do sistema. Ele afirmou que o processo envolve uma aeronave realizando o reconhecimento para localizar o alvo, seguida pelo uso de uma ou mais outras aeronaves para o ataque.


